Como se preparar para encontrar um(a) namorado(a) na meia-idade
- velhicesemmedos
- 17 de jun. de 2024
- 6 min de leitura
Se nesta altura da vida, e vivendo no mundo em que vivemos, você ainda confia ao destino a tarefa solitária de te trazer a pessoa que vai te fazer feliz, suspeito que aí esteja um bom motivo para você estar enfrentando uma longa solteirice. Ah, e se ainda acha que não precisa se preparar para encontrar um(a) namorado(a) na meia-idade penso que talvez continue muito apegado a coisas do tipo ‘príncipe encantado’, ‘cara-metade’ e ‘sexo só após o casamento’.
Deixando a ironia de lado, e tratando da realidade, acabamos de deixar para trás mais um ‘Dia dos Namorados’. E como é próprio de datas comemorativas uma tempestade de emoções e sentimentos costuma atingir em cheio um bom número de pessoas, e nesse caso específico os que se encontram sem ninguém para ‘chamar de seu’.
Ah, quanta falta pode nos fazer alguém para caminhar junto nesta nossa fase da vida, não é mesmo? Mas diferentemente de alguns anos ou décadas atrás, o cenário pode não se apresentar mais tão favorável assim nessa questão. Se há alguns anos não nos faltavam possibilidades, hoje elas, não raro, estão mais restritas. O mundo mudou, percebendo ou não nós também mudamos, e a forma como as pessoas se relacionam hoje é muito diferente do tempo em que demos início à nossa vida amorosa.
Hoje, com um bom tempo transcorrido, as nossas necessidades, desejos e expectativas estão melhor trabalhados, mais nítidos para nós. Apesar disso, nosso raio de atuação ficou mais limitado, entre outras coisas porque fomos adicionando experiências, compromissos e responsabilidades em nossa bagagem, tornando-a mais rica mas não mais, tão leve. Além disso, já não circulamos assim por tantos lugares como antes, e tudo isso conta em uma maior dificuldade para encontrar alguém com quem seja possível iniciar um bom e longevo relacionamento (tanto para os homens como para as mulheres).
Nesse cenário de dificuldades inerentes principalmente à nossa realidade de quarentões e cinquentões solteiros e que desejam uma companhia, não cabe tristeza e muito menos desespero. A tristeza não faz sentido, principalmente quando vemos tantos casais que não ‘funcionam’ como tais, mantendo uma relação baseada apenas em motivos práticos ou dependências as mais variadas. Já o desespero somente piora a situação, não permitindo que a realidade seja enxergada como ela é de fato, e analisada como assim o exige.
É claro que podemos viver muito bem esta fase da vida desfrutando apenas da nossa própria companhia, especialmente quando se tem investido no cultivo de bons hábitos em relação à evolução da mente, do intelecto e do espírito. Mas ter um bom parceiro(a) quando estamos mais amadurecidos, contando com uma compreensão melhor da vida e de nós mesmos é algo de muito valor, que deve ser perseguido. Mas como fazer isso em tempos de tanta complexidade, e para os quais talvez não nos sintamos bem preparados?
De volta ao Mercado
Em primeiro lugar é preciso estarmos conscientes de possíveis fragilidades, medos, traumas e expectativas resultado de uma meia-vida de relacionamentos amorosos. Hoje provavelmente somos homens e mulheres marcados pelas experiências que tivemos nessa área, o que não raro repercute no nosso comportamento num caminho de busca por uma nova (e talvez definitiva) experiência. E apesar de nossas expectativas estarem melhor aprimoradas e, espera-se, mais bem ajustadas em relação ao que buscamos em um novo parceiro(a) para a vida isso, se não for bem dosado, pode também ser uma dificuldade adicional.
Dito isso, concluímos então que é preciso reposicionar o “produto” (e aqui o produto somos nós). Nesse sentido, seja coerente com você mesmo, respeite o seu estilo de vida, as suas percepções, seus princípios e valores. Conserve a sua identidade (isso será fundamental a longo prazo), e resista à sedução de ‘vender’ uma imagem do que você não é (ou comprar o que não quer - “gato por lebre”). Por fim, esteja muito consciente do que para você é negociável ou não dentro de um novo relacionamento. Faça uma reflexão profunda e sem pressa sobre tudo isso, atento(a) para a máxima de que ‘mais vale a direção do que a velocidade’.
Após essa reflexão e mais conscientes do que somos hoje e do que queremos em termos de vida amorosa, aí sim é chegado o momento de análise geral do cenário: da promoção desse novo ‘produto’ no mercado, de conhecer a ‘oferta’ e a ‘concorrência’, e de identificar as ‘ferramentas’ de trabalho disponíveis, selecionando as mais eficazes a serem utilizadas na empreitada. Alguém aqui disse que a tarefa, nessa altura da vida, seria fácil? Pois então! Diante de um mundo caracterizado pela velocidade, incerteza, complexidade e ambiguidade como o nosso, e onde nada mais é feito para durar, a adoção de estratégias a serem seguidas é uma questão de pura sobrevivência.
Estratégias
Para os nascidos nas décadas de sessenta e setenta como nós, suspeito carregarmos um certo sentimento de autossuficiência quanto às questões amorosas, e talvez resistamos a algumas ‘novidades’, o que pode tornar ainda mais difícil a realização dos nossos interesses. Apostaria ainda que muitos torçam o nariz para esse papo de como se preparar para encontrar um(a) namorado(a) na meia-idade. Portanto, a quebra de alguns paradigmas se fará para lá de necessária.
Apesar disso, sugiro mais uma vez que vá com calma, atento ao que busca (a oferta do mercado), como busca (ferramentas utilizadas) e, principalmente, onde busca (em quais canais ou vitrines). Nesse movimento, cuidado com um possível e perigoso inimigo chamado ‘carência afetiva’. Também não se deixe levar por fórmulas fáceis, frágeis e superficiais, às vezes até mesmo ilusórias e tortuosas nessa busca.
Abandone possíveis zonas de conforto que podem estar te aprisionando na condição de solteirice por um tempo já muito maior do que gostaria ou havia previsto. Se permita romper preconceitos e experimentar novidades com a mesma determinação e coragem de quando defende tradicionalismos (o novo não é sinônimo de superioridade).
Olhe ao redor e veja se não está inserido em um contexto de grupos e pessoas que dificulta essa 'virada de chave' no seu status de solteiro(a), bem como se está fortalecido emocionalmente contra opiniões, sugestões e até mesmo pressões externas, ainda que vindas de pessoas que lhe queiram bem, como filhos, amigos e outros familiares. Ninguém mais do que nós mesmos conhece a nossa intimidade e as demandas que ela impõe.
Ferramentas
Mas o bom nisso tudo é que para as dificuldades sempre há facilidades disponíveis. O importante é nos ajustarmos à realidade sem, no entanto, abrirmos mão dos nossos princípios e valores.
Nesse sentido, acredito que muitos entre nós da meia-idade ainda não vejam com bons olhos os sites, aplicativos e grupos de relacionamento que surgiram com o objetivo de aproximar pessoas que queiram encontrar alguém para os seus interesses. Confesso que eu mesma já desdenhei deles, mas hoje vejo-os como um excelente meio na procura por um companheiro(a). Acho que viabilizam uma busca mais rápida, prática e assertiva, colocando-nos mais perto do perfil de um bom parceiro(a) para a segunda metade da vida.
No entanto não podemos ignorar a realidade em que vivemos e é preciso ter cuidado e cautela na utilização desses recursos, que vão desde a escolha da ferramenta até o momento de um possível encontro com um candidato(a) em potencial. Para isso comece por uma pesquisa na internet sobre os melhores e mais confiáveis sites e aplicativos, invista tempo, se atente às características de cada um e preste atenção às orientações e recomendações que essas próprias ferramentas disponibilizam aos seus usuários, a fim de melhor protegê-los de possíveis golpes e outras enrascadas.
Um conselho para quem realmente está levando a sério a empreitada de encontrar alguém para a vida, é optar por versões pagas desses sites e aplicativos. Supõe-se que quem está disposto a investir algo mais do que simplesmente tempo nisso, também esteja numa ‘vibe’ de maior seriedade e compromisso.
Mas se, ao contrário, você prefere empreender a sua busca utilizando os meios tradicionais acredito que o caminho será muito mais longo e talvez pouco eficiente. Lembre-se: nosso raio de movimentação não é mais o mesmo, com cada vez menos possibilidades de conhecer pessoas novas de forma “orgânica”. E se por acaso já estiver há muito tempo trilhando esse caminho acho que cabe uma reflexão: “para resultados diferentes, atitudes diferentes!”. Atente-se: os tempos são de quebra de paradigmas. Adapte-se!
Decisão
Tudo dando certo nesse projeto de como se preparar para encontrar um(a) namorado(a) na meia-idade, é hora de fazer a escolha final.
Penso que ao longo de todo o processo de conhecimento de um candidato(a) a namoro seja importante utilizar variados meios de comunicação (os velhos e-mails, mensagens em aplicativos, telefonemas e alguns encontros pessoais ainda descompromissados - se possível). A utilização desses diferentes canais de comunicação, aliada ao volume de informações que você já deve ter perseguido e obtido pela própria pessoa (e também por outros canais, a exemplo das redes sociais), lhe permitirão uma visão mais abrangente e realista dela, deixando-o(a) mais seguro para a decisão final.
Evidentemente nem tudo pode sair exatamente como foi planejado, e isso é normal. Mas como você construiu um plano, a qualquer momento pode retomá-lo, e identificar e corrigir o que for necessário. O importante é estar focado(a) e preparado(a) para as oportunidades que certamente surgirão.
Então, ‘bora’ nos preparar para mudar o status de relacionamento nos próximos tempos? Até a próxima!!!






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